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Incontinência urinária

  • Foto do escritor: Fernando Kerchner
    Fernando Kerchner
  • 31 de ago. de 2019
  • 4 min de leitura

Existem muitas causas para a incontinência urinária, desde gravidez até bexigas hiperativas; o problema é mais prevalente em mulheres.

Incontinência urinária é a perda involuntária da urina pela uretra. Distúrbio mais frequente no sexo feminino, pode manifestar-se tanto na quinta ou sexta década de vida quanto em mulheres mais jovens.

Veja também: Leia entrevista completa sobre incontinência urinária

Atribui-se essa prevalência ao fato de a mulher apresentar, além da uretra, duas falhas naturais no assoalho pélvico: o hiato vaginal e o hiato retal. Isso faz com que as estruturas musculares que dão sustentação aos órgãos pélvicos e produzem a contração da uretra para evitar a perda urinária e o músculo que forma um pequeno anel em volta uretra sejam mais frágeis nas mulheres.

CAUSAS

A eliminação da urina é controlada pelo sistema nervoso autônomo, mas pode ser comprometida nas seguintes situações:

  • Comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico;

  • Gravidez e parto;

  • Tumores malignos e benignos;

  • Doenças que comprimem a bexiga;

  • Obesidade;

  • Tosse crônica dos fumantes;

  • Quadros pulmonares obstrutivos que geram pressão abdominal;

  • Bexigas hiperativas que contraem independentemente da vontade do portador;

  • Procedimentos cirúrgicos ou irradiação que lesem os nervos do esfíncter masculino.

TIPOS E SINTOMAS DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA

  • Incontinência urinária de esforço: O sintoma inicial é a perda de urina quando a pessoa tosse, ri, faz exercício, movimenta-se;

  • Incontinência urinaria de urgência. Mais grave do que a de esforço, caracteriza-se pela vontade súbita de urinar que ocorre em meio as atividades diárias e a pessoa perde urina antes de chegar ao banheiro;

  • Incontinência mista: Associa os dois tipos de incontinência acima citados e o sintoma mais importante é a impossibilidade de controlar a perda de urina pela uretra.

DIAGNÓSTICO

São dados importantes para o diagnóstico o levantamento da história dos pacientes e a elaboração de um diário miccional onde eles devem registrar as características e frequência da perda urinária.

Outro recurso para firmar o diagnóstico é o exame urodinâmico, que é pouco invasivo e registra a ocorrência de contrações vesicais e a perda urinaria sob esforço.

TRATAMENTO

O tratamento da incontinência urinária por esforço é basicamente cirúrgico, mas exercícios ajudam a reforçar a musculatura do assoalho pélvico. Atualmente, a cirurgia de Sling, em que se coloca um suporte para restabelecer e reforçar os ligamentos que sustentam a uretra e promover seu fechamento durante o esforço, é a técnica mais utilizada e a que produz melhores resultados.

Para a incontinência urinária de urgência, o tratamento é farmacológico e fisioterápico. O farmacológico pressupõe o uso ininterrupto de várias drogas que contêm substâncias anticolinérgicas para evitar a contração vesical. Esses remédios provocam efeitos colaterais, como boca seca, obstipação e rubor facial.

RECOMENDAÇÕES

  • Procure um médico para diagnóstico e identificação da causa e do tipo de perda urinária que você apresenta;

  • Não pense que incontinência urinária é um mal inevitável na vida das mulheres depois dos 50, 60 anos. Se o distúrbio for tratado como deve, a qualidade de vida melhorará muito;

  • Considere os fatores que levam à incontinência urinária do idoso – uso de diuréticos, ingestão hídrica, situações de demência e delírio, problemas de locomoção – e tente contorná-los. Às vezes, a perda de urina nessa faixa de idade é mais um problema social do que físico;

  • Evitar a obesidade e o sedentarismo, controlar o ganho de peso durante a gestação, praticar exercícios fisioterápicos para fortalecer o assoalho pélvico, são medidas que podem ser úteis na prevenção da incontinência urinária.

Autor: Sobre o autor:Maria Helena Varella Bruna é redatora e revisora, trabalha desde o início do Site Drauzio Varella, ainda nos anos 1990. Escreve sobre doenças e sintomas, além de atualizar os conteúdos do Portal conforme as constantes novidades do universo de ciência e saúde.

Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/incontinencia-urinaria/

Opinião do Fisioterapeuta.

Fisioterapia em Incontinência Urinária

Quando se pensa em tratamento fisioterápico a cinesioterapia, que é o tratamento através do movimento é uma importante ferramenta de prevenção e reabilitação da Incontinência Urinaria (IU).

Além da Cinesioterapia dentro da fisioterapia também fazem parte do tratamento a Eletroestimulação, Cones Vaginais, Biofeedback e a Terapia Comportamental.

Os objetivos da Cinesioterapia para o Assoalho Pélvico são:

  • Aumentar a vascularização da região pélvica

  • Aumentar a força muscular (explosão) do assoalho pélvico

  • Aumentar a resistência muscular, propriocepção e flexibilidade

  • Diminuir Temporariamente a sensação de urgência miccional

  • Aumentar a mobilidade pélvica.

A cinesioterapia vai promover o fortalecimento e a hipertrofia muscular além de melhora da propriocepção, prevenção primaria e terapêutica.

O PILATES se torna uma ferramenta super importante e eficiente na Incontinência Urinaria devido ao pilar mestre do método que é o PowerHouse. Constituído pelas quatro camadas abdominais (Reto abdominal, oblíquo interno e externo, e transverso), eretores profundos da coluna, extensores e flexores do quadril, músculos que compõem períneo (ASSOALHO PÉLVICO). Quando essa musculatura trabalha de maneira equilibrada resulta na estabilização lombo-pélvica, formando uma estrutura de suporte responsável pela sustentação da coluna e órgãos internos.

A cinesioterapia é indicada para: IU Leve a Moderada, IU urgência e mista, distopias (cistocele/ retocele) leves e moderadas, pré e pós operatório de cirurgias ginecológicas, pré e pós parto.

Não esta indicada em deficiência esfincteriana intrínseca da uretra.

A paciente precisa estar motivada a realizar seu tratamento.

Para melhora da propriocepção e conscientização do assoalho pélvico, exercícios de sensibilização das regiões anteriores e posteriores do períneo na posição sentada. Exercícios globais de coluna cervical, ombros e posteriormente do complexo lombo pélvico.

Retreinamento as funções do Assoalho Pélvico através de exercícios com bola suíça. Trabalhar as contrações do assoalho pélvico nas posturas Decúbito Dorsal, Sentada, Ortostática sempre com retroversão pélvica e uma bola entre os joelhos são algumas ações e técnicas usadas no tratamento.

Procure sempre profissionais qualificados para acompanhar e conduzir seu tratamento.

É de fundamental importância o dialogo aberto entre os profissionais que acompanham a paciente (médicos, Psicólogos e Fisioterapeutas entre outros).

Autor: Dr. Quintiliano Luiz Bernardes.

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