AVC (Acidente Vascular Cerebral) popularmente conhecido como Derrame.
- Fernando Kerchner

- 14 de out. de 2018
- 4 min de leitura

O AVC, conhecido como derrame, pode ser de dois tipos: isquêmico e hemorrágico. É fundamental reconhecer os sintomas rapidamente para reduzir o risco de sequelas.
O acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame cerebral, pode ser de dois tipos:
a) Acidente Vascular Isquêmico: Falta de circulação numa área do cérebro provocada por obstrução de uma ou mais artérias por ateromas, trombose ou embolia. Ocorre, em geral, em pessoas mais velhas, com diabetes, colesterol elevado, hipertensão arterial, problemas vasculares e fumantes.
b) Acidente Vascular Hemorrágico: Sangramento cerebral provocado pelo rompimento de uma artéria ou vaso sanguíneo, em virtude de hipertensão arterial, problemas na coagulação do sangue, traumatismos. Pode ocorrer em pessoas mais jovens e a evolução é mais grave.
SINTOMAS
a) Acidente Vascular Isquêmico
Perda repentina da força muscular e/ou da visão;
Dormência na face, braço ou perna;
Dificuldade de comunicação oral (fala arrastada) e de compreensão;
Tonturas;
Formigamento num dos lados do corpo;
Alterações da memória.
Algumas vezes, esses sintomas podem ser transitórios – ataque isquêmico transitório (AIT). Nem por isso deixam de exigir cuidados médicos imediatos.
b) Acidente Vascular Hemorrágico
Dor de cabeça repentina;
Edema cerebral;
Aumento da pressão intracraniana;
Náuseas e vômitos;
Déficits neurológicos semelhantes aos provocados pelo acidente vascular isquêmico.
FATORES DE RISCO
Os fatores de risco para AVC são os mesmos que provocam ataques cardíacos:
Hipertensão arterial;
Colesterol elevado;
Fumo;
Diabetes;
Histórico familiar;
Ingestão de álcool;
Vida sedentária;
Excesso de peso;
Estresse.
TRATAMENTO
Acidente vascular cerebral é uma emergência médica. O paciente deve ser encaminhado imediatamente para atendimento hospitalar. Trombolíticos e anticoagulantes podem diminuir a extensão dos danos. A cirurgia pode ser indicada para retirar o coágulo ou êmbolo (endarterectomia), aliviar a pressão cerebral ou revascularizar veias ou artérias comprometidas.
Infelizmente, células cerebrais não se regeneram nem há tratamento que possa recuperá-las. No entanto, existem recursos terapêuticos capazes de ajudar a restaurar funções, movimentos e fala. Quanto antes forem aplicados, melhores serão os resultados.
RECOMENDAÇÕES
Controle a pressão arterial e o nível de açúcar no sangue. Hipertensos e diabéticos exigem tratamento e precisam de acompanhamento médico permanente. Pessoas com pressão e glicemia normais raramente têm derrames.
Procure manter abaixo de 200 o índice do colesterol total. Às vezes, só se consegue esse equilíbrio com medicamentos. Não os tome nem deixe de tomá-los por conta própria. Ouça sempre a orientação de um médico;
Adote uma dieta equilibrada, reduzindo a quantidade de açúcar, gordura, sal e bebidas alcoólicas;
Não fume. Está provado que o cigarro é um fator de alto risco para acidentes vasculares;
Estabeleça um programa regular de exercícios físicos. Faça caminhadas de 30 minutos diariamente;
Informe seu médico se em sua família houver casos doenças cardíacas e neurológicas como o AVC;
Procure distrair-se para reduzir o nível de estresse. Encontre os amigos, participe de atividades culturais, comunitárias, etc.
Sobre o autor: Maria Helena Varella Bruna
Redatora e revisora, trabalha desde o início do Site Drauzio Varella, ainda nos anos 1990. Escreve sobre doenças e sintomas, além de atualizar os conteúdos do Portal conforme as constantes novidades do universo de ciência e saúde.
MARIA HELENA VARELLA BRUNA 8 de abril de 2011 Revisado em 5 de outubro de 2018.
Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/avc-acidente-vascular-cerebral-ou-derrame/
Opinião do Fisioterapeuta
O AVC (Acidente Vascular Cerebral), popularmente conhecido como Derrame, é um problema muito sério que infelizmente deixa sequelas.
Como fisioterapeuta vou defender sempre a bandeira da PREVENÇÃO, assunto que abordamos no artigo anterior sobre Hérnia de Disco. https://www.quimfisio.com/single-post/2018/09/09/Hérnia-de-disco
Por essa razão, todas as vezes que procuramos um profissional da saúde (Fisioterapeuta, Enfermeiros, Médicos, Nutricionistas, Educadores Físicos entre outros) todos falam para o paciente se alimentar corretamente, fazer atividades físicas e sempre fazer acompanhamentos médicos, com o objetivo de evitar que esse mal aconteça.
Porém, se esse mal acontecer, o paciente não deve perder as esperanças, pois, a saúde não é uma ciência exata igual matemática. Cada pessoa é unica, e sua evolução é impossível de quantificar. Então, por mais triste que o paciente fique por ter sido acometido com uma doença que deixa sequelas, LUTE, LUTE sempre, nunca desista de se tratar, a sua evolução depende muito da sua dedicação e perseverança.
Com a minha experiência na Fisioterapia já vi muitos casos de evoluções fantásticas.
A Fisioterapia busca dar a independência para o paciente (comer, se vestir , tomar banho e andar sozinho mesmo com a sequela), quando o paciente consegue independência , consequentemente, isso se traduz em Qualidade de Vida.
Reabilitação:
Na Fase Aguda: Deve ter inicio nos primeiros dias pós AVC, inicialmente visando a prevenção de complicações e assim que possível, estimular o retorno das funções.
Na Fase Subaguda e Crônica: O tratamento tem por objetivo a aprendizagem. "O sistema nervoso aprende fazendo" (Moore,1980).
Recuperação neurológica intrínseca (interna), Recuperação funcional extrínseca (Externa).
O objetivo fundamental do programa de reabilitação é ajudar o paciente a adaptar-se as suas deficiências, favorecer a sua recuperação funcional, motora e neuropsicológica, e promover a sua integração familiar, social e profissional.
Para os pacientes com AVC extenso, sequelas graves e pessoas em estado vegetativo, recomenda-se: mobilização passiva, mudanças de posições frequentes, para prevenir contraturas articulares, ulceras por pressão sobre as áreas de apoio e trombose das extremidades inferiores.
O retorno dos movimentos depende da reorganização neurológica.
Os programas de reabilitação devem englobar terapias físicas e ocupacional e a reabilitação cognitiva e da linguagem.
Os primeiros três a seis meses após o AVC são os mais importantes no processo de readaptação. A maioria dos movimentos voluntários se recuperam nos primeiros seis meses. Linguagem, equilíbrio e habilidades funcionais podem continuar melhorando até dois anos.
Essas informações são fundamentais para as pessoas que tiveram AVC, que têm familiares ou amigos que sofreram desse mal.
PREVENÇÃO é o melhor remédio. Alimentação adequada, atividades físicas e sempre fazer acompanhamento médico.
Autor: Dr. Quintiliano Luiz Bernardes.
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